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jun
Câmara Municipal homenageia Fundação Padre Albino pelos 100 anos em sessão solene
A Câmara Municipal de Catanduva realizou, na noite da última quinta-feira, 25 de junho, sessão solene em homenagem aos 100 anos da Fundação Padre Albino. A iniciativa foi proposta pelo presidente da Câmara, vereador Marcos Crippa, e aprovada por unanimidade pelos parlamentares, reconhecendo a trajetória centenária da instituição e sua contribuição nas áreas da saúde, educação e assistência social. A cerimônia reuniu autoridades, conselheiros, colaboradores, profissionais da saúde, representantes da FPA e membros da comunidade. Ao abrir a solenidade, Marcos Crippa destacou que a Fundação Padre Albino representa um dos maiores legados de Catanduva e que essa homenagem simboliza o reconhecimento justo que a instituição merece. "Hoje, esta Casa de Leis não se reúne apenas para cumprir uma formalidade regimental. Estamos aqui para realizar um ato de profunda justiça e reverência à própria identidade da nossa cidade. Celebrar o centenário da Fundação é celebrar o que a nossa cidade tem de melhor: a sua capacidade de acolher, de cuidar e de transformar a dor em esperança. É motivo de orgulho saber que a história do nosso município não é escrita apenas pelo traçado do asfalto ou pela frieza das leis que votamos nesta Casa. Ela é construída, dia após dia, há exatamente um século, em cada leito de hospital, em cada sala de aula e em cada gesto de acolhimento. O Legislativo e a Fundação caminharão de mãos dadas, porque proteger esta obra é blindar o futuro dos nossos filhos e a velhice dos nossos pais", afirma. O prefeito de Catanduva, padre Osvaldo de Oliveira Rosa, enalteceu o legado de Padre Albino e destacou a relevância da Fundação para a história e o desenvolvimento do município. "Catanduva celebra 108 anos de sua instalação como município, em 14 de abril de 1918. Apenas quatorze dias depois, em 28 de abril de 1918, chegava à nossa cidade o Venerável Padre Albino Alves da Cunha e Silva. Não chegava apenas um sacerdote. Chegava um pastor que compreendeu que evangelizar também significava cuidar da vida, aliviar o sofrimento, educar, acolher e promover a dignidade humana. Como prefeito, quero expressar a gratidão do povo catanduvense por essa história de parceria, compromisso e cuidado com as pessoas. Essa é uma trajetória que seguirá caminhando com o município, construindo um futuro de esperança", pontuou. Emocionado, Adriano César de Araújo, secretário municipal de Saúde e docente do curso de Administração da UNIFIPA, agradeceu à Fundação Padre Albino pelos serviços prestados à comunidade e pela contribuição em sua trajetória profissional. "Eu tenho 30 anos na área da saúde. Comecei em dezembro de 1995, no Hospital Padre Albino, como atendente de enfermagem. Os primeiros passos da minha trajetória profissional foram dentro da Fundação. Permaneci até 1999 e, anos depois, voltei a ter contato com a instituição, desta vez na área da educação. Fiz minha primeira pós-graduação na UNIFIPA e, hoje, tenho a alegria de ministrar aulas no curso de Administração. A Fundação faz parte da minha história. Só tenho a agradecer", enfatiza. Representando a Fundação Padre Albino, o presidente do Conselho de Curadores, Dr. José Carlos Rodrigues Amarante, agradeceu a homenagem da Câmara Municipal e ressaltou o significado do reconhecimento para a instituição. "Recebemos esta homenagem com elevada honra, profunda gratidão e sincera emoção. Celebrar os 100 anos é reconhecer uma trajetória construída com trabalho, espírito de serviço, responsabilidade social e compromisso permanente com a dignidade humana. Mais do que um tributo ao passado, este reconhecimento renova nossa responsabilidade de preservar esse legado e continuar servindo à comunidade", destacou. Ao término da solenidade, o diretor-presidente da Diretoria Executiva da Fundação Padre Albino, Reginaldo Donizeti Lopes, ressaltou o orgulho de participar de um momento histórico para a instituição. "É uma honra poder presenciar essa homenagem. Todos que fazem parte dessa história devem se orgulhar do legado tão bonito e grandioso construído ao longo de 100 anos. Nosso sentimento é de profunda gratidão ao presidente Marcos Crippa e à Câmara Municipal por esse reconhecimento", ressalta. O médico do corpo clínico da Fundação, Dr. Sinval Malheiros, comentou a importância da homenagem e relembrou a convivência com Monsenhor Albino nos primeiros anos de sua carreira. Segundo ele, o fundador da instituição tinha como prioridade garantir que ninguém deixasse o hospital sem atendimento e demonstrava um cuidado especial com as pessoas em situação de vulnerabilidade. "Ele dizia: 'Não deixe ninguém sem atender'. Mesmo quando o hospital estava lotado, encontrava uma forma de acolher quem precisava. Era uma pessoa profundamente humana, preocupada com quem mais necessitava", relembra. Dr. Sinval destacou ainda que o legado deixado por Monsenhor Albino permanece vivo na atuação da Fundação. "Hoje vemos uma instituição que cresceu, tornou-se universidade e atende Catanduva e outros municípios do noroeste paulista com qualidade. Isso mostra que o sonho de Padre Albino permaneceu vivo. Tenho certeza de que essa homenagem é mais do que justa", afirmou. Como último ato da cerimônia, o presidente da Câmara, Marcos Crippa, os vereadores e representantes da Fundação, descerraram a placa em homenagem aos 100 anos. O momento contou com a participação do padre Sylvio Fernando Ferreira, sucessor do Monsenhor Padre Albino na Paróquia São Domingos. Foto: Divulgação FPA
jun
Missa em Ação de Graças pelo centenário da FPA ressalta fé e coragem do Venerável Padre Albino
Na sua homilia na Missa em Ação de Graças pelos 100 anos da Fundação Padre Albino, na Matriz de São Domingos, neste domingo, 21 de junho, padre Fábio Pagotto Cordeiro, abordando a mensagem do Evangelho "Não tenhais medo", recordou a trajetória e a coragem do Venerável Padre Albino, que acreditou mais "na graça de Deus do que nos próprios limites e por isso realizou o que parecia impossível". Leia a homilia na íntegra: Centenário Fundação Padre Albino Caros Pe. Sylvio, Pe. Synval senhores membros do Conselho de Curadores, diretores, colaboradores e voluntários da Fundação Padre Albino, meus irmãos e minhas irmãs, Neste dia em que celebramos o centenário do início da obra que deu origem à Fundação Padre Albino, a Palavra de Deus nos oferece uma mensagem particularmente providencial: “Não tenhais medo.” Jeremias é perseguido. São Paulo fala da luta entre o pecado e a graça. E Jesus, por três vezes, diz aos discípulos: “Não tenhais medo.” O medo sempre rodeia aqueles que desejam fazer a vontade de Deus. Foi assim com Jeremias. Foi assim com os Apóstolos. Foi assim com tantos santos. E foi assim também com o Venerável Padre Albino. Quando olhamos para a grandeza de sua obra, corremos o risco de esquecer o homem que existia por trás dela. Lembremos: Padre Albino não chegou a Catanduva com recursos, prestígio ou segurança humana. Chegou como um sacerdote exilado, obrigado a deixar sua terra natal por causa da perseguição religiosa em Portugal. Humanamente falando, havia muitos motivos para ter medo. Mas ele acreditou mais na Providência de Deus do que nas dificuldades. Acreditou mais na graça de Deus do que nos próprios limites. Acreditou mais no Evangelho do que nas circunstâncias. E por isso realizou aquilo que parecia impossível. É interessante notar que neste ano celebramos o centenário do início da Santa Casa de Misericórdia, hoje Hospital Padre Albino, semente da qual brotou toda a Fundação Padre Albino. E quase ao mesmo tempo concluíam-se também as obras desta Igreja Matriz, onde hoje repousam os seus restos mortais. Não são dois fatos isolados. São duas faces de uma mesma espiritualidade. Padre Albino compreendia que não existe separação entre o altar e a caridade. Da Eucaristia nasce o amor ao próximo. E o amor ao próximo conduz novamente ao altar. A Missa não termina quando saímos da igreja. Ela continua quando visitamos um doente. Quando ajudamos um necessitado. Quando consolamos alguém que sofre. Quando colocamos nossos dons a serviço dos irmãos. Por isso, a maior obra de Padre Albino não foi um prédio. Não foi um hospital. Não foi uma faculdade ou uma escola. Não foi uma instituição. Sua maior obra foi ter deixado Cristo agir através dele. Porque prédios podem ser construídos por engenheiros. Instituições podem ser organizadas por administradores. Mas somente um coração verdadeiramente unido a Deus consegue transformar estruturas em instrumentos de caridade, cuidado e evangelização. Por isso, ao celebrarmos estes cem anos, não estamos apenas recordando um passado bonito. Estamos diante de uma pergunta muito atual: O que faremos nós com a herança espiritual que recebemos? A tentação é pensar que a santidade de Padre Albino pertence a outro tempo. Que suas obras pertencem a pessoas extraordinárias. Que nós somos apenas admiradores. Mas o Evangelho não nos permite ficar apenas admirando. O Evangelho nos chama a continuar. A melhor homenagem que podemos prestar ao Venerável Padre Albino não é admirá-lo, mas imitá-lo. Pelo Batismo, todos nós recebemos a mesma missão fundamental: confessar Cristo diante dos homens. Não necessariamente construindo hospitais. Não necessariamente fundando obras grandiosas. Mas vivendo a santidade nas pequenas coisas de cada dia. Na família. No trabalho. Na comunidade. Na vida profissional. No serviço pastoral. Na atenção aos pobres. Na fidelidade à oração. Na honestidade. Na caridade concreta. A grande pergunta que o Venerável Padre Albino nos faz hoje é esta: “O que Deus pode realizar através de você, se você não tiver medo?” Ele foi um homem que não teve medo de recomeçar em outro país. Não teve medo de pedir ajuda. Não teve medo de sonhar. Não teve medo de servir. Não teve medo de gastar a própria vida pelos outros. E por isso Deus fez maravilhas através dele. O mesmo Senhor continua agindo hoje. Talvez não nos peça grandes obras. Mas certamente nos pede um grande amor. No final da vida, Padre Albino desejava ser lembrado não por seus bens, conquistas ou obras. Queria morrer, segundo suas próprias palavras, “sem dinheiro, sem bens, sem dívidas e sem pecado.” E nisso está a verdadeira medida da sua grandeza. Porque, diante de Deus, não seremos julgados pelo que possuímos. Seremos julgados pelo amor. E o Venerável Padre Albino compreendeu isso profundamente. Ao celebrarmos esta Eucaristia, peçamos a graça de acolher o mesmo ideal que animou o coração do Venerável Padre Albino: uma fé que não permanece apenas dentro da igreja; uma fé que se transforma em serviço; uma fé que gera caridade; uma fé que não tem medo. Que sua memória, guardada nesta Matriz e viva nas obras que continuam servindo tantas pessoas, desperte em nós o desejo de viver com generosidade o nosso próprio chamado à santidade. E que um dia também se possa dizer de nós aquilo que hoje admiramos nele: que fomos discípulos de Jesus, e que gastamos a vida por amor a Deus e aos irmãos. Venerável Padre Albino, rogai por nós!
jun
SENTIDAS DESPEDIDAS
SENTIDAS DESPEDIDAS 1Adeus "quente" CatanduvaAdeus "cidade" feitiçovou-me embora tristementeSomente pensando nisso2Peço perdão do que digoAos cidadãos desta terraMas é pura sinceridadeO que meu coração encerra3Si um dia Deus permitirQue aqui eu possa voltarÉ possível que me arrependaDe tanta coisa externar.4Da minha família tambémLevo muitas saudadesQue Deus sempre lhes concedaAs maiores felicidades5Peço desculpas a todosCom quem me relacioneiE deles tenho certezaJá mais me esquecerei.6Da Casa Pinotti eu levoGratas recordaçõesE a seus auxiliaresMinhas saudações.7Não posso deixar no olvidoO benfeitor da cidadeA Monsenhor padre AlbinoImensa felicidade.8A todos peço perdãoPor tão singelos louvoresAssim por todos esparjoBelas cheirosas flôres.9E para finalizarNós presente aqui estamosMinha esposa e euEduardo da Silva Ramos.Catanduva, 29-11-1959 a 7-1-1960
jun
Venerável Padre Albino, sacerdote segundo o Coração de Cristo
Ao longo deste ano, nossas paróquias continuam unidas na meditação da vida e do testemunho do Venerável Padre Albino, reconhecendo nele um dom precioso de Deus para a nossa Igreja e para o nosso povo. Conhecer sua história é aproximar-nos mais do Senhor; contemplar suas virtudes é renovar em nós o desejo de viver uma fé concreta, generosa e comprometida. O mês de junho nos conduz a uma data profundamente significativa: 26 de junho de 1926. Nesse dia, nasceu um ideal que transformaria a vida de milhares de pessoas — o ideal de cuidar, educar e promover a dignidade humana à luz do Evangelho. Esse ideal, porém, não surgiu de um projeto meramente humano. Ele nasceu do altar. Nasceu no coração da Igreja, celebrada na Eucaristia e vivida na caridade. Nasceu do coração sacerdotal de um homem profundamente unido a Cristo. Antes de ser fundador de obras, o Venerável Padre Albino foi sacerdote. E foi precisamente como sacerdote — homem da Eucaristia, homem da oração, homem configurado ao Coração de Cristo — que ele discerniu a necessidade de organizar o cuidado com os pobres e doentes. Seu amor ao altar transbordou em caridade concreta. A Eucaristia que celebrava tornou-se serviço à vida. Assim nasceu o ideal que, ao longo do tempo, se estruturou e se fortaleceu na Fundação Padre Albino, expressão institucional de uma fé que se faz compromisso. Hospitais que acolhem, educação que forma, assistência que promove dignidade — tudo isso encontra sua raiz naquele coração sacerdotal moldado pela Eucaristia. Junho é também o mês do Sagrado Coração de Jesus. Ao contemplarmos o Coração de Cristo, compreendemos melhor o coração do Venerável Padre Albino: um coração sacerdotal, sensível ao sofrimento humano, firme na fé, ardente nacaridade. Neste mês, somos convidados a rezar de modo especial: • pelas vocações sacerdotais e religiosas;• pelos seminaristas;• por todos os que servem a Igreja com generosidade;• para que nunca falte entre nós quem viva segundo o Coração de Cristo. Que o exemplo do Venerável Padre Albino nos recorde que as grandes obras nascem da intimidade com Deus e que a verdadeira caridade brota do altar. Padre: Venerável Padre Albino, sacerdote segundo o Coração de Cristo, Todos: rogai por nós!
Venerável
PADRE ALBINO ALVES
DA CUNHA E SILVA
Padre Albino nasceu em 21 de setembro de 1882 na aldeia de Codeçoso, Província do Minho, em Portugal. Chegou em Catanduva no dia 28 de abril de 1918, duas semanas após a emancipação político-administrativa do município.


Dois anos após sua chegada, construiu a Igreja Matriz de São Domingos, que ganhou as telas do grande artista brasileiro Benedito Calixto, incluindo a cidade no roteiro turístico do Estado de São Paulo.
Sempre preocupado com os mais pobres, com ajuda da população construiu a Santa Casa, hoje Hospital Padre Albino. O ‘Lar dos Velhos’ foi sua terceira obra em Catanduva, inaugurado em 29/06/1929.


Preocupado com o destino do hospital, decidiu criar a Faculdade de Medicina de Catanduva, autorizada a funcionar em 6 de junho de 1.969. Depois vieram as Faculdades de Administração de Empresas, em 1972, e de Educação Física, em 1973.
Contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de Catanduva, foi responsável pela criação da Casa da Criança Sinharinha Netto, Vila São Vicente de Paulo, Lar Ortega-Josué, Ginásio Dom Lafayette, Seminário "César De Bus" e o Santuário Nossa Senhora Aparecida.

Padre Albino faleceu em 19 de setembro de 1973, aos 91 anos de idade.
Seu legado continua através da Fundação Padre Albino, responsável pelas unidades:

Hospital Padre Albino

Hospital Emílio Carlos

Hospital de Câncer de Catanduva

Recanto Monsenhor Albino

Colégio Catanduva

Centro Cultural e Histórico Padre Albino

Centro Universitário Padre Albino/UNIFIPA

Gestão do AME Catanduva

Padre Albino Saúde
Por tudo que fez, pela sua bondade e trabalho pelos que mais precisam, Padre Albino recebeu do Vaticano o título de ‘Venerável’. O processo aberto pela Diocese de Catanduva, a pedido da Fundação Padre Albino, continua sendo analisado, o que pode transformá-lo em ‘Beato’ e depois ‘Santo’, após a comprovação de dois milagres.

